linux funcional!
by Rafael Gimenes
Vou vender o peixe para o Linux mais uma vez. Afinal isso é o marketing do usuário satisfeito,
certo? Eu tiro proveito de um produto que não pago nada por ele e ajudo a disseminá-lo, mas na verdade sou um apaixonado por esse mundo.
Linux para servidores
Quando falamos de servidores, o Linux já está mais do que consagrado, bastar ler revistas como “Informática hoje”, “INFO”, entre outras… O mercado já padece ao Pingüim na área de servidores em geral.
Mas onde estará o Linux para usuários comuns?
O maior problema era o Desktop. Para uma pessoa usar o Linux no dia-a-dia ela tinha que se achar um HACKER, uma metáfora muito ridícula quanto ao conceito.
Hoje, se uma pessoa tive-se o primeiro contato com Desktop Linux ela não acharia coisa de outro mundo, porém o Windows veio primeiro e a realidade agora é outra: – as pessoas usam o Windows e querem ir para o Linux. Criou-se então essa barreira a ser vencida.
Essa barreira está sendo derrubada hoje com distribuições que façam com que usuários comuns (que não são da área de informática) consigam se dar bem com o Linux sem dificuldades, mascarando “aquelas coisas de nerds”, mensagens com fundo preto durante o boot, a saber a estrutura do hardware do computador para se montar um disco, a conhecer o que é preciso para se carregar módulos para poder acessar meu pen-drive. Enfim, isso assustou muita gente “comum” que tentou se arriscar no Linux há algum tempo atrás.
Com o passar do tempo as distribuições estão investindo pesado nisso e nós estamos num momento de progresso. Distribuições como o Fedora, o Kurumin, o Ubuntu, dão visão a essa nova era Linux, voltada para o Desktop, com ícones rápidos e atrativos, com tantas facilidades que conhecemos no Windows.
Não que não seja legal entender como tudo aquilo funciona, o que tem por trás do sistema em Desktop, mas isso deve ser deixado para os profissionais de informática e curiosos.
Linux com pessoas comuns
Um exemplo prático: meu pai de 44 anos, professor, que faz pós graduação. Ele quer poder ligar o computador, digitar um texto e salvar em seu pen-drive, quem sabe até o enviar por e-mail.
Ele não quer saber quantos módulos foram carregados pra poder fazer esta simples tarefa.
Vocês entenderam o que as grandes distribuições finalmente sacaram? O usuário comum não quer saber se os meios justificam os fins, ele quer logo o Fim, o computador é uma ferramenta para seu dia-a-dia. Não importa como as coisas funcionam, e sim o resultado apresentado.
Não testei o Fedora ainda, mas ouvi dizer que ele tem grandes facilidades, e está muito amigável. Sobre o Kurumin, também conquistou essa tarefa com bastante êxito.
Hoje sou fã da distribuição Ubuntu. Eu usava Debian, tudo na raça e ao meu estilo, tinha tudo nele e aprendi muito com isso. Resolvi instalar o Ubuntu, a primeira impressão foi “que sistema para usuários simples”, “eu não fiz nada e ele já tem tudo”, não tem graça!. Com ele novos conceitos, novos programas tudo via Instalador Gráfico? Eu não vou ter o gostinho de digitar apt? Onde está o “root”? Aliás, eu nem sei a senha dele, um mundo estranho e ao mesmo tempo apaixonante.Minhas partições estão montadas sem eu precisar mexer no FSTAB. Boquiaberto, mas como um bom “nerd”, vou deixá-lo do “meu jeito”, volto ao root, novos repositórios não oficiais, insta-lo tudo que preciso e boa. De vez em quando pisca um ícone no tray pedindo para atualizar, espero um tempo e mando atualizar.
E assim sempre estou com a última versão de todos os pacotes sem dificuldade alguma. Nele eu faço tudo, baixo músicas, vejo o mundo com o Google Earth, organizo fotos com Picasa, ripo cds com o Juicer, vejo qualquer tipo de video com o Totem, programo em Java, em Kylix, em Dot.net, em asp, php, python, C, perl.
Não precisei baixar o cd, eles mandam em casa sim em casa como pode ver na foto, através do site http://shipit.ubuntu.com, suporte ? tudo o que eu preciso tem portais para me ajudar como o www.ubutunbrasil.org, e ainda tem o WiKi, simples assim de mão beijada.
Um Case prático
Vou montar um computador para o meu pai e meu irmão, uso universitário, apenas internet, interação com dispositivos(cds,usb,disquete), pacote office e eles são felizes assim com o pinguim. É até mais fácil, mais bonitinho, mais rápido e não trava.
Se você acha que seu computador foi desenvolvido somente pra uma plataforma, não se desespere tudo é compatível, você pode até mesmo mudar isso substituindo a etiqueta “Designed for Windows” por uma “Designed for Ubuntu”, veja este link.
Vivo muito bem com o Linux e talvez depois da faculdade eu tenha tempo de colaborar com esse enorme projeto que fazem milhões de mentes pensarem juntos para o bem de todos. Você não pode reter conhecimento, ele deve ser compartilhado.
Então chegou a hora de você esquecer o mito de ser “micreiro” para poder se aventurar no Linux, seja você um universitário que precisa de coisas simples, rápidas e eficientes. Use o Linux para o seus fins, pois ele atende muito mais do que você pensa, e lhe trará um leque de possibilidades que você nunca imaginou.
Quer Cds?, me peça.
Quer ajuda? mande-me um e-mail, lembre-se foi feito por nerds, para pessoas comuns, para humanos.
comentários
Excelente post!
Achei muito bancana seu post, sou usuário do linux e tenho basicamente os mesmos pensamentos. Acredito que devemos fazer a divulgação do linux tb pq ele é um sistema muito mais confiável (seguro) que o windows. Acredito que ele irá crescer muito mais daqui pra frente. Visite meu blog depois. Abraços
Ótimas considerações, até porque eu também ou fã do Ubuntu. Conheço um tanto de Linux e acho o Ubuntu muito bem dirigido para o usuário final.
Mas a melhora que você poderia efetuar no texto é uma correçãozinha ortográfica, cara. Há alguns erros que incomodam a leitura…
Xisberto escreveu:
“Mas a melhora que você poderia efetuar no texto é uma correçãozinha ortográfica, cara. Há alguns erros que incomodam a leitura…”
Comentário meu:
Tanto é verdade que não agüentei e parei de ler.
Isso ai mano, tem que usar e distribuir!
Caras chatos esses 2 ai de cima falando dos erros!
ahhaha
abraço
o linux já está ótimo para os usuários domésticos que não precisam de nada muito além do feijão com arroz do desktop. vc já sabe, minha bronca mesmo é com outras ferramentas não tão popularizadas. eu não tenho lá muita experiência com o pingüim mas dou meu jeito. se vem alguem sem esperiência nenhuma, sofre para poder usar um PDA ou algum outro recurso tecnológico que ainda carrega a expressão “made for windows”.
Parabéns pelo post!!
Eu poderia até ser o seu pai pois sou a descrição quase idêntica do usuário Linux mencionado.
Embora eu seja um pouco curioso e teimoso já particionei o HD, instalei Mandrake, o Kurumin, o Debian, cadastrei-me em fóruns para tentar tirar dúvidas, opinei sobre arquitetura de sites sobre Linux para pesquisas e tutoriais para leigos, e até hoje utilizo o windows pois nem eu e ninguém a quem pedi ajuda conseguiu solucionar o meu problema de conexão speedy banda larga com Linux.
As demandas estão aí. O que é preciso para alguém como eu ser atendido, até a um custo razoável, para resolver meu problema.
Técnicos Linux pediram-me até R$ 200 para fazer a conexão do speedy com o Linux. No mercado livre há oferta do Windows XP Professional por esse mesmo valor.
Pergunto: qual sistema operacional devo adquirir/manter?
Fica então meu apoio (não sei até quando) à causa “Linux”!
Bacana seu post, temos que criar um canal de divulgação sadia do linux para a sociedade!
Boa Tarde ! achei muito legal seu post, esse é o caminho, hj mexo com Slack, é pouco difícil no começo mas logo acostuma. Já testei outras distro como o Kalango Linux, muito boa por sinal para Desktop, sem contar q é uma distro brasileira. Sobre nosso amigo “Rainho Says”, configurei uma conexão ADSL no Kalango com poucos cliks. tipo next>next>next>OK. Sejamos Livres !!!!!!!!
Sua linha de utilização do Linux é muito parecida com aquela que eu traço, neste momento ainda estou pelo Debian onde se aprende muito. E como voce, distribui cds, não só do Ubuntu mas outros, para evangelizar o pessoal…
Abraço
SHOW cara, é isso ai!!
O pinguim tem que sair dos ares gelados dos servidores e ir para o aconchego do lar das pessoas.
Òtimo texto alias, indica pros 2 camaradas que eles estão no site errado, eles deveriam estar postando em algum site de lingua portuguesa.
Tem gente que se “acha”….
Parabéns pelo Post Rafael.
Compartilho com sua opinião. Sempre que possível também tento converter meus amigos e colegas ao mundo LIVRE, desde os da universidade até aqueles que encontro na rua xingando o Linux e que algumas vezes sequer sei o nome.
Só há cerca de 1,5 anos eu comecei a utilizar o Linux. Antes disso, a quem eu perguntasse o que era isso, ele me descreviam o mesmo como um demônio dos computadores. Mas como sou teimoso, quando tive oportunidade fui conhecê-lo. Meu primeiro contato foi com a distro Kurumin/Linux, através do curso a distância oferecido pela Fundação Demócrito Rocha através de seu Jornal o POVO e em parceria com a UANE (Universidade Aberta do Nordeste). Até hoje ainda não fui atrás do certificado. Rssss…
No começo foi difícil adaptar-se ao sistema, o que é natural, pois além de ser novo para mim, ainda há a questão de que não domino o inglês que me possibilitaria ter acesso pleno a documentação, pois eu gosto de entender como as coisas funcionam. No entanto, alimentado minha curiosidade resolvi ir além do uso do sistema e comecei a estudar a filosofia por trás do Software Livre. Isso foi definitivo para minha paixão pelo GNU/Linux.
Atualmente, uso o Debian na universidade que é o único lugar onde tenho acesso a um computador, exceto raras exceções. A cada dia me apaixono mais por esse sistema operacional e por essa distro. Para mim a coisa vai muito além do fato de ser gratuito. O que faz me apaixona mesmo é idéia de liberdade, a liberdade de poder personalizar o sistema ao meu gosto, a liberdade de construir minha própria distro, enfim, a LIBERDADE.
No entanto, é preciso tomarmos cuidado ao aplicarmos esse conceito de liberdade, principalmente quando você o expande para outras áreas de sua vida, pois pode acabar cometendo excessos. Na minha opinião, uma boa regra para não cometer excessos, é exercê-la plenamente, desde que não prejudique aos outros e que te faça se sentir bem. Essa regra até pode ter suas limitações, mas foi a melhor que consegui estabelecer para minha vida até o momento.
Um abraço.
Muito bom o teu post
Fiquei bastante tentada a abandonar o Windows de vez.
Gostei mto do post, afinal oq é uma revolução senão tornar coisas extraordinárias em coisas comuns, aquelas do nosso dia-a-dia.
Não sou usuário Linux, mas estou disposto a testar o Ubuntu e após isso vou comentar qual a impressão q ficou, ok!
Abraço camarada.
Muito bom o post. Também sou fã do Ubuntu e sigo a mesma linha de pensamento.
O link para o site http://www.ubuntubrasil.org está com problema.
Rainho, experimente digitar speedy linux no google e mande pesquisar por páginas no Brasil, serão listados diversos tutoriais.
Até mais,
Felipe
Rafael, parabéns pelo seu artigo, pela primeira vez vejo um aficcionado por Linux demonstrar respeito e apontar as dificuldades dos usuários habituais de Windows.Acho que é por aí, não vejo razão para nos tornar-mos Linuxiitas, se queremos divulgar e disseminar a utilização do Linux isso deve ser feito de forma natural e consciente, o conhecimento é bilateral e sendo assim tem dois polos, a fonte de informação e lógico a busca pela informação.
Não gosto de comparações sobre o qual SO é melhor, o mais importante é que hoje temos a liberdade de escolher qual sistema queremos usar e isso é uma grande evolução na Informática.
Recomendo aos interessados em conhecer e aprender Linux que comecem com as distros LiveCD que rodam a partir do CD sem necessidade de instalação, não interfere em nada no Windows instalado na máquina e dá uma prévia do que é possível ou não fazer no Linux, distros como Kurumin e Ubuntu hoje são uma alternativa “real” para usuários de Windows que querem algo novo em seus Desktops e afirmo experimentem não pq um SO é superior ao outro ou não, simplesmente experimentem para conhecer e ter certeza que existe sim opções alternativas e ninguém está preso à um monopólio como alguns imaginam.
Viva a liberdade de escolha.
Gostaria muito de não ter mais que olhar para a cara do windows com o cursor travado no meio da tela; porém todas as minha tentativas com o Linux (e foram muitas) foram quase completamente um fracasso. Agora estou precisando manter uma máquina ligada como Router para compartilhar uma conexão da Vivo; sei que a melhor alternativa está no Linux; tentei com o Kurumin (porque já tinha ele) consegui configurar o Modem da Vivo, mas ele não consegue fazer nenhuma chamada. Qual a melhor alternativa para esse caso?
[...] outro, no blog de Rafael Gimenes, defendendo que Linux é para qualquer um e não apenas [...]
Hilton da uma procurado no Guia do Hardware…lá tem bastante coisa sobre o kurumin…
È isso ai cara…isso ajuda muito na divulgação do Linux…
Eu to usando o kurumin, mas a maior parte do tempo eu passo no terminal, sou apaixonado pelas facilidades do modo de texto(depois que se aprende é claro..) e estou constante mente buscando alternativas em modo de texto para os programas graficos que eu tenho…
me msn é modo de texto…navegador, editor de texto, player de audio, gravador, enfim…quase tudo…
È logico que no inicio é mais facil(e comodo) usar a parte grafica mais com o tempo se percebe que o console é mais pratico…(isso pq faz apenas 6 meses que eu uso o kuruma…)
Recomendo o Guia Foca para iniciantes
Um abraço…
como configuro o modem do acer 5040 e como comfiguro o modem hibrid da vivo no kurumin 7.0?