Vou vender o peixe para o Linux mais uma vez. Afinal isso é o marketing do usuário satisfeito,
certo? Eu tiro proveito de um produto que não pago nada por ele e ajudo a disseminá-lo, mas na verdade sou um apaixonado por esse mundo.
Linux para servidores
Quando falamos de servidores, o Linux já está mais do que consagrado, bastar ler revistas como “Informática hoje”, “INFO”, entre outras… O mercado já padece ao Pingüim na área de servidores em geral.
Mas onde estará o Linux para usuários comuns?
O maior problema era o Desktop. Para uma pessoa usar o Linux no dia-a-dia ela tinha que se achar um HACKER, uma metáfora muito ridícula quanto ao conceito.
Hoje, se uma pessoa tive-se o primeiro contato com Desktop Linux ela não acharia coisa de outro mundo, porém o Windows veio primeiro e a realidade agora é outra: – as pessoas usam o Windows e querem ir para o Linux. Criou-se então essa barreira a ser vencida.
Essa barreira está sendo derrubada hoje com distribuições que façam com que usuários comuns (que não são da área de informática) consigam se dar bem com o Linux sem dificuldades, mascarando “aquelas coisas de nerds”, mensagens com fundo preto durante o boot, a saber a estrutura do hardware do computador para se montar um disco, a conhecer o que é preciso para se carregar módulos para poder acessar meu pen-drive. Enfim, isso assustou muita gente “comum” que tentou se arriscar no Linux há algum tempo atrás.
Com o passar do tempo as distribuições estão investindo pesado nisso e nós estamos num momento de progresso. Distribuições como o Fedora, o Kurumin, o Ubuntu, dão visão a essa nova era Linux, voltada para o Desktop, com ícones rápidos e atrativos, com tantas facilidades que conhecemos no Windows.
Não que não seja legal entender como tudo aquilo funciona, o que tem por trás do sistema em Desktop, mas isso deve ser deixado para os profissionais de informática e curiosos.
Linux com pessoas comuns
Um exemplo prático: meu pai de 44 anos, professor, que faz pós graduação. Ele quer poder ligar o computador, digitar um texto e salvar em seu pen-drive, quem sabe até o enviar por e-mail.
Ele não quer saber quantos módulos foram carregados pra poder fazer esta simples tarefa.
Vocês entenderam o que as grandes distribuições finalmente sacaram? O usuário comum não quer saber se os meios justificam os fins, ele quer logo o Fim, o computador é uma ferramenta para seu dia-a-dia. Não importa como as coisas funcionam, e sim o resultado apresentado.
Não testei o Fedora ainda, mas ouvi dizer que ele tem grandes facilidades, e está muito amigável. Sobre o Kurumin, também conquistou essa tarefa com bastante êxito.
Hoje sou fã da distribuição Ubuntu. Eu usava Debian, tudo na raça e ao meu estilo, tinha tudo nele e aprendi muito com isso. Resolvi instalar o Ubuntu, a primeira impressão foi “que sistema para usuários simples”, “eu não fiz nada e ele já tem tudo”, não tem graça!. Com ele novos conceitos, novos programas tudo via Instalador Gráfico? Eu não vou ter o gostinho de digitar apt? Onde está o “root”? Aliás, eu nem sei a senha dele, um mundo estranho e ao mesmo tempo apaixonante.Minhas partições estão montadas sem eu precisar mexer no FSTAB. Boquiaberto, mas como um bom “nerd”, vou deixá-lo do “meu jeito”, volto ao root, novos repositórios não oficiais, insta-lo tudo que preciso e boa. De vez em quando pisca um ícone no tray pedindo para atualizar, espero um tempo e mando atualizar.
E assim sempre estou com a última versão de todos os pacotes sem dificuldade alguma. Nele eu faço tudo, baixo músicas, vejo o mundo com o Google Earth, organizo fotos com Picasa, ripo cds com o Juicer, vejo qualquer tipo de video com o Totem, programo em Java, em Kylix, em Dot.net, em asp, php, python, C, perl.
Não precisei baixar o cd, eles mandam em casa sim em casa como pode ver na foto, através do site http://shipit.ubuntu.com, suporte ? tudo o que eu preciso tem portais para me ajudar como o www.ubutunbrasil.org, e ainda tem o WiKi, simples assim de mão beijada.
Um Case prático
Vou montar um computador para o meu pai e meu irmão, uso universitário, apenas internet, interação com dispositivos(cds,usb,disquete), pacote office e eles são felizes assim com o pinguim. É até mais fácil, mais bonitinho, mais rápido e não trava.
Se você acha que seu computador foi desenvolvido somente pra uma plataforma, não se desespere tudo é compatível, você pode até mesmo mudar isso substituindo a etiqueta “Designed for Windows” por uma “Designed for Ubuntu”, veja este link.
Vivo muito bem com o Linux e talvez depois da faculdade eu tenha tempo de colaborar com esse enorme projeto que fazem milhões de mentes pensarem juntos para o bem de todos. Você não pode reter conhecimento, ele deve ser compartilhado.
Então chegou a hora de você esquecer o mito de ser “micreiro” para poder se aventurar no Linux, seja você um universitário que precisa de coisas simples, rápidas e eficientes. Use o Linux para o seus fins, pois ele atende muito mais do que você pensa, e lhe trará um leque de possibilidades que você nunca imaginou.
Quer Cds?, me peça.
Quer ajuda? mande-me um e-mail, lembre-se foi feito por nerds, para pessoas comuns, para humanos.
Excelente post!